Maioria das executivas fez esporte em algum momento da vida


O levantamento mostra que 96% das mulheres que ocupam posições de diretoria e presidência praticaram esporte durante o ensino fundamental, médio ou superior. Entre as executivas do alto escalão, o esporte também se mostra mais prevalente na fase adulta ou na universidade — é uma realidade de quase sete de cada dez (67%). Já entre mulheres com cargos de gerência, 55% fazem o mesmo.

A divulgação da pesquisa faz parte do programa “Women Athletes Global Leadership Network”, uma rede de contatos que quer reunir mulheres esportistas e ex-atletas que tenham deixado a carreira esportiva para entrar em áreas como empreendedorismo, empresas ou trabalhos em organizações não governamentais e governos. O objetivo é facilitar a transição de quem ainda está nas quadras por meio do networking e de programas de mentoria.

“É muito claro para nós que atletas femininas adquirem disciplina, perseverança, foco e confiança. Essas são habilidades fundamentais para a liderar”, explica Beth Brooke, vice-presidente global de políticas públicas da Ersnt & Young, que jogava basquete na universidade. Ela adiciona que atletas já são empreendedoras por natureza, uma vez que precisam gerir a própria carreira. No entanto, não percebem que possuem essas competências e que elas são fundamentais para a formação de líderes também em outras áreas que não sejam o esporte. “Queremos que as mulheres percebam isso enquanto ainda são atletas para que possam fazer uma transição mais suave quando a carreira esportiva acabar”, diz.

A nadadora e empresária Fabiola Molina, que divide a carreira entre as competições e a marca de roupas de banho que hoje exporta para mais de 20 países, faz parte da rede. Segundo ela, uma das principais formas de contribuir é atuar como exemplo para outras atletas e possíveis futuras empreendedoras. “Ser esse espelho pra outras pessoas já é algo intrínseco do esporte. Sempre nos inspiramos em alguém para conseguir objetivos e conquistas”. Além disso, Fabiola já colocou outras duas nadadoras em contato com a rede. “É importante mostrar para outras pessoas as possibilidades que existem depois da carreira esportiva”, diz.

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